quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Estamos vivendo uma crise de valores ou um período de mutação?Algo me diz que essa questão, inexoravelmente, passa pelo funil de nossas escolhas.
E assim, quando abrimos a porta e botamos o pé na rua, nos deparamos com um futuro cada vez mais incerto.
Minhas convicções íntimas cochicham entre si:
é preciso encarar a liberdade e autonomia de expressão, de pensamento, mesmo que outros entendam como transgressão ou porraloquice mesmo.
Sim, tudo está mudando muito rápido.
A cidade se transforma, o verde some, as crianças questionam e a escola não responde, os jovens crescem e reproduzem os papéis dos seus pais...
Como num espiral crescente, tudo se repete.
Sem querer subestimar: mas, como interpretar este sujeito (eleitor, vizinho, noivinhas casadoiras, desportista de fim de semana, profissional autônomo, gurizada medonha, pagador de imposto, embusteiro, comadre, sobrevivente ou mestres...) e seus desejos ambíguos e ambições esquizofrênicas?
Os tempos sombrios continuam, Hannah, porém, com uma tonalidade mais subjetiva.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
na época abrigava o antigo Posto de Saúde de Lajeado
terça-feira, 16 de setembro de 2008
EMAIL ESCLARECEDOR:"Valter Broda e Pinguinho eram os dois personagens de um programa de Rádio chamado a "Banca do Sapateiro".
O Broda representava o Grêmio, Pinguinho o Internacional, quando havia Grenal eles faziam uma aposta e geralmente o que perdesse se vestia de mulher.
O Broda era alemão, alto, forte, gordinho, barrigudinho, já o Pinguinho, era magérrimo, era baixinho e muito feinho e representava o Internacional.
Lembro que o programa era após o meio-dia, não sei a hora certa, mas lembro que passava o tempo escutando o programa e enxugando a louça para minha mãe.
Parece mentira, enxugando a louça, inacreditável........"
Roberto Ruschel
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Moacir Knorr Gutterres tem 45 anos e reside em Porto Alegre.
É formado em Jornalismo pela PUC/RS.
Ex-cartunista do Jornal do Comércio; ilustrador da Editora Richmond.
Atualmente trabalha com empresas como a Dana, GKN e GM.
Em 2004 lançou seu primeiro livro: “Planetinhas”.
Ilustrador premiado em salões nacionais e internacionais:
1999 e 2004 - Excellent Prize no the Yomiuri International Cartoon Contest, Toquio.
1992,93,94 – 1º lugar Salão Internacional de Desenhos para a Imprensa, entre outros.
Acabou de voltar da Bélgica onde foi buscar sua premiação no Festival Internacional de Cartuns de Knokke-Heist.
Casado, pai de dois meninos, Moa se define como um homem de poucas palavras:
“Coloca aí que eu gosto mesmo é de figurinhas”.
A sensação de que as coisas estão mudando muito rápido e nós sem tempo de assimilarmos estas mudanças.
Concordo com o que muitos sentem, ninguém quer ser contra o progresso.
Um sentimento de "vazio", de "não pertencer", não "conhecer mais", toma conta de nosso ser, não achas?
A remoção ou destruição das "imagens" do nosso passado é uma ameaça direta a nossa própria existência, assim como nós a conhecíamos.
Tu ainda lembras do cheirinho do Ed. Lincoln, não lembras?
E aquela "bateção de pés" quando o "mocinho" chegava com a cavalaria para salvar a caravana na matiné de domingo, no Cine Avenida?
As gincanas...lembra das gincanas? Os carros todos pintados, todos colados no radio para a próxima "dica"...e tentar decifrar.....e as festas de "15 anos"...algumas eram melhores que certos casamentos de tanto "luxo" e rangos.
Havia um programa na Independente, chamado "Antigamente era Assim" onde tocavam musicas típicas alemãs e italianas, valsas etc, se não estou enganado e os vovôs escutavam.
E aquela dupla de comediantes da Radio Farroupilha o Pinguinho e Walter Broda? Será que é do teu tempo? Acho que o Roberto Ruschel se lembra...
Não existe nada de errado em um se sentir nostálgico, nos damos conta de que estamos "chegando lá" mas que também, tivemos uma existência.
Agora, seria justo a Tropical, digamos, reviver o Antigamente era Assim e começar a tocar Beatles, Stones, Yes, Janis, ou mesmo uma Maisa, ou um Cauby Peixoto, uma Elis...pense bem...já são mais de 35 anos atrás ou mais ....
Sergio Dahlem
"Felicidade é uma questão de treinamento."
O que você pode fazer para ser mais feliz:
Contar as bênçãos
Todos os dias, escrever três coisas boas que aconteceram,
Ao fim de seis meses, os psicólogos positivos garantem
que a pessoa se sentirá mais feliz.
Cartas de gratidão
Escrever cartas agradecendo o que fizeram de bom por você.
Toma cá, dá lá
Seja de que jeito for.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
DE PROSA COM A LAVADEIRA...
- Óia, comadre... Casamento às vezes é Q-boa, outras é Confort. Sou ainda do tempo que se quarava roupa limpa com anilina.
- É, mas ninguém quer ficar sozinha.
- Mas, comadre, os tempos mudaram. Hoje até o telefone a gente carrega junto!Pode isso?
- Eu quero casar de véu e grinalda.
- Casamento é uma coisa. Sexo é outra. Tu sabe que pra ter sexo não precisa casar.
- Não tô gostando de assuntá isso...
- Comadre, me segue o pensamento e vamos organizar o varal:
Sexo pra cá; afinidades pra lá.
Sexo pra cá; vida social pra lá.
Sexo pra cá; devoções esportivas pra lá.
Sexo pra cá; controle remoto da tv pra lá.
Sacanagem pra cá; aversões pra lá.
Vingança pra cá; advogados pra lá.
Liberdade: toma lá da cá.
Alguém falou em romantismo?
- Crédo, comadre.... Que filosofia de tanque a sua?
- Mas, comadre, larga de ser besta, hoje em dia a gente já casa com um futuro ex-marido. Casamento não é como andar de bicicleta, sua desmiolada! Casamento não é conhecimento de diploma. É ha-bi-li-da-de.
- Crédo...
- Casamento não é paciência. É insistência.É conduta e regras.
- Crédo...
- Um tédio, comadre, um tédio.
- Bom... Vou te contá a última: o marido da...
- Popará! No meu Varal não tem baixaria! Aqui a imundíce fica por conta da campanha política! Dispenso a tulha íntima dos outros. Quequeisso... E o nosso telhado?
- A senhora me adisculpa...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
O Mundo todo é um palco?Assistam o vídeo...
http://www.youtube.com/watch?v=W_m3O08_1DM&feature=related
quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Alício by Vale News
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Estamos “lendo” o mundo, o cotidiano,
(Cada vez que me repassam a VEJA,
Lembrei de um amigo que diz que gringo põe fogo,
Esse queimou tudo...
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Ilustração é arte?
Pela minha compreensão, é.
A partir de hoje, e toda segunda-feira,
Confiram o primeiro artista homenageado:
Morou no Chile e em Costa Rica.
Criou várias séries de selos para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, sendo o último deles a Homenagem ao Centenário de Nascimento de João Guimarães Rosa.
Está concluindo sua Graduação em Artes
Visite: http://fclopes.flogbrasil.terra.com.br/
sábado, 6 de setembro de 2008
"A rua Paulo Born, me remete a lembranças inesquecíveis
Certa vez o Renato e seus Blue Caps se apresentaram
Era uma noite chuvosa. A 386 ainda não era asfaltada.
Saimos de Lajeado num Ford Prefect, preto,
Junto estava o Érico Montovani.
Todos engomadinhos em ternos de quatro botões,
Calças com bainha virada prá fora, italiana,
Como nos carros de hoje, o motor era na frente,
Sentado atrás, com seu original cacoete,
um pedacinho de palha de vassoura
"Quem sabe imitamos um fusca,
Não deu outra, vencemos o barro, e lá fomos nós,
Roberto Ruschel
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
"Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada."
Maiakovski
terça-feira, 2 de setembro de 2008
“Existe em minha memória, fragmentos de uma situação ocorrida
Ali na esquina tinha uma frondosa e viçosa árvore.
Lembro que a autorização foi negociada com o compromisso
Acho que o assunto ficou no esquecimento.
Alguém teria que ir a Secretária do Meio Ambiente
Email não autorizado
Arquivo Roberto RuschelFomos assistir o cover dos Beatles no Clube Tiro e Caça, nesse último sábado. No hall de entrada, uma exposição fantástica de cds e dvs de Roberto Ruschel atraia a curiosidade da gurizada que está descobrindo os 4 garotos de Liverpool. E emocionava os "véio"...
Fora isso, lembramos da Rock 60, lembramos do Déo ...
Telefones da Apple: (51) 9682-9363 e 9889-7743
VARAL INFANTIL
sábado, 30 de agosto de 2008
Sirenes internas
A censura é uma merda.“É livre a manifestação de pensamento, cada um responderá pelo excesso que cometer”.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Belém do Pará...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
L’amitié
Filme francês arrepia meus amigos. Não indico para a família.Mas acabei de assistir Mon meilleur amici.
Um homem sem amigos precisando provar que ele
é capaz de afeiçoar-se a um amigo:
o melhor amigo.
Como se faz amigos? Onde e quando conhecemos o melhor amigo?
O que temos em comum? Por que brigam os bons amigos?
Pergunta o personagem do ótimo Daniel Anteuil.
Vou mais longe:
Como nos sentimos quando descobrimos que fomos apenas usados por um amigo?
Nossa amizade serve para tapar furo num coração que procura um amor,
não uma amizade? Quando uma amizade passa a ser
uma vantagem profissional?
E os amigos de trabalho?
São interesseiros – diz o professor no curso “Como fazer amigos”.
E continua: “Como nos dias de hoje o trabalho, a família e o governo não nos protegem mais, a amizade volta com força total”.
“Se você é amigo de todo mundo, não é amigo de ninguém”.
É.... já dá uma boa mesa de discussão.
Na França, talvez. Porque no Brasil, as amizades sempre estiveram em alta.
Sintetizada no gen tupiniquim.
O filme, entre outros déjà vu, ainda apela para um ícone:
O Pequeno Príncipe.
Mas, tudo bem: é hilário e comovente.
E não é à toa que escolheram um vaso para simbolizar a amizade...
Quantas flores cabem no seu vaso? Uma? Um buquê?
Rosas ou flores do campo? O vaso está rachado?
É de cristal ou de cerâmica?
Onde você expõe o vaso na sua casa?
Ou ele está guardado dentro de um armário?
É isso. Assistam o filme.
E acreditem: os franceses também sabem fazer comédias.
Inteligentes, claro!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Desilusão

Leituras da madrugada

Será que é burrice deles,
ingenuidade minha?
Será que é falta de visão deles,
burrice minha?
O que será?
(Lembrei o Chico...
"O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia...")
Assim ó, pensemos juntos:
as pessoas saem de Porto Alegre e vem para o interior para criar os filhos com mais segurança e tranquilidade. Em busca de qualidade de vida.
Os governantes só pensam em progresso e em se perpetuar no poder.
Às vezes, pensam em turismo.
Se pensam assim porque não pensam em manter as ruas com paralelepípedos?
Uma cidade sem asfalto como era antigamente, antes dessa imundíce?
Uma cidade com universidade, com jardim botânico, com shopping, com parques, com avenidas arborizadas e sem asfalto.
Alguém pode imaginar que uma cidade assim não teria mais chances
de atrair turistas? De propagar qualidade de vida?
Não. Os empresários do asfalto sustentaram as eleições passadas.
Cumprindo o mandato é preciso a contrapartida.
Lajeado é uma cidade brega até não poder mais.
E a culpa é dessa gente jeca que há anos se instalou na prefeitura.
Dessas associações que não reivindicam nada, pelo contrário, comungam.
E o povo? O povo que aplaude, que ostenta diplomas na parede,
medalhas no peito, achando sua cidade, o máximo.
E ainda tem os formadores de opinião. Em cima do muro.
Contam com o apoio dos governos para seus projetos pessoais.
Antes de dormir penso nisso.
Sem sono, abro Lipovetsky para ler:
"Por toda parte o espírito modernista insurgiu-se contra o kitsch, a tradição ornamental, a estética do supérfluo..."
Caio dura.
domingo, 24 de agosto de 2008
Varalzinho da Zi

- O que é isso, Zi?
- É umidade. Até a palha de aço tá enferrujando.
Daqui há pouco tiro tudo daí.
- Deixa. Pode deixar.
E saí correndo pra buscar a digital.
Uma instalação na minha cozinha:
Varal da Zileide.
Na vida, tudo é uma questão de interpretação, não é?
De análise estrutural...
Eu não sei porque a gente complica tanto:
Árvores são árvores.
Nas ruas, nos quintais, nos parques.
E varal é varal. Feito pra secar.
Dúvidas e suspeitas.
Obrigada, Zi.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Fernando Pessoa

A certeza de que estamos sempre continuando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
sábado, 16 de agosto de 2008
A rival
Ele comprou uma Fender.
Ta feliz.
Eu já quis um jeep, um bistrô, uma viagem à Paris.
Ele, uma Fender.
Quando se aposentar vai só tocar a Fender.
E eu?
Vou caminhar na praia.
Vou ter meu mato e plantar chás e temperos.
Vou fazer um curso de parteira.
Quando eu ficar velha vou andar com um vestido encardido
e tomar banho de mar pelada, assustando os surfistas.
E os peixes.
Mas, agora ele comprou uma Fender
E eu?
Viver em Laranjeiras é um luxo.
Esses dias, numa roda de comadre, me perguntaram o que eu considerava um luxo.Porque alguém havia lido, numa revista qualquer, uma reportagem sobre o assunto.
Fiquei pensando que luxo é algo muito valorizado.
Luxo é supérfluo? É simplicidade?
Um intelectual que consegue manter a simplicidade de escutar, de trocar idéias
sem se achar o dono da verdade, é um cara de muito luxo.
Sei... a maioria é tão afetada.
Conviver com pessoas de espiritualidade letrada é um luxo.
Como dizer isso para amigas tão queridas?
Se luxo é independência financeira. Então tô cagada.
- Seja mais prática!
- Luxo é ter água quente na torneira. É tomar uma boa ducha.
- Ta brincando?
- Pior que não...
- Outra coisa, vai.
- Luxo é ter um mentor, um guia , um...
- Não serve um psiquiatra?
Aí, a mais velha das comadres, suspirou e disse:
- Luxo é chegar nos 64 e ter um amante trinta anos mais novo.
E foi isso. Até o luxo acaba em sexo. Culpa dos x...



























