sábado, 12 de maio de 2012

A NOVA CLASSE C


Nos dias 14 a 18 de maio, acontece a Semana Acadêmica do Curso de Comunicação:  tema "A Nova Classe C".

O objetivo é destacar a importância deste novo grupo de consumidores e o quanto as atividades relacionadas aos Meios de Comunicação Social estão sendo afetadas tendo em vista este novo padrão de consumo.

Serão realizadas quatro palestras e diversas oficinas sobre o assunto. 
Na segunda-feira, a palestra “Crescimento Econômico Recente: até onde podemos ir?”, ministrada por Eduardo Lamas, professor de economia da Univates e analista do Banco Central.

Na terça, a partir das 19h30min, Fernando Röhsig, diretor da Agência Escala aborda  “A Escala e a Classe C”.

Na quarta, a palestrante será Patrícia Miranda, profissional de Relações Públicas, que trata sobre “Eventos Sociais: o novo alvo da classe C”.

Já na quinta-feira,  a palestra “Jornalismo Popular: dialogar com as classes C e D é possível”, apresentada por Rozanne Adamy, editora do jornal Diário Gaúcho.
 Todas as palestras serão realizadas no auditório do Prédio 11, a partir das 19h30min, com transmissão ao vivo pelo blog http://comunicaunivates.blogspot.com.br 

Para encerrar a programação, na sexta, dia 18, serão realizadas oficinas com Caetano Vasto, da Impresul; com o fotógrafo Juremir Versetti; com César Krunitzky e Maico Eckert, do Mazup; e com Flávio Meurer, professor da instituição.


As atividades ocorrem a partir das 19h30min nos laboratórios do Prédio 11.

DO FEICIBUKI...

Será mesmo?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

VARAL EM FLORIPA

photo by Kenia Kirchheim


"Existem décadas
em que nada acontece,
e existem semanas
em que décadas acontecem."
Vladimir Ilitch Lênin

GARIBALDI IN AMERICA


Pesquisa daqui, dali. O assunto rendendo nos blogues maragatos...
Fernando Meirelles chateado com os gaúchos que não deram atenção devida ao seu “Xingu”.
Talvez os manos prefiram sua própria epopéia?
Descubro que a história de Anita e Garibaldi, já enfocada na lacrimogênea  minissérie global “A Casa das Sete Mulheres” ganhou nova-velha versão: “Garibaldi in América” -  dirigido por Alberto Rondalli, com  filmagens iniciadas no final de 2005 e finalizadas  em fevereiro de 2006, na região de São Francisco do Sul e Lages, ambas em Santa Catarina.  Coube a Ana Paula Arósio o papel de Anita e a Gabriel Braga Nunes encarar Garibaldi.

Não assisti. Nem sei se acabou no cinema. Juro que nunca tinha ouvido falar.
E você? Não aposto uma ficha...

Essa preferência cinéfila gaúcha é destaque no 2º Caderno da Zero, hoje. Das incursões nacionais pelo cinema, muito pouco assisto. Parece sempre com as próprias novelas da  Globo. Nem lembro do último nacional que assisti, mas com certeza não foi “Bruna, Surfistinha”. Agora, “O Banheiro do Papa” e “O Segredo dos seus olhos” considero imperdíveis. Direção dos vizinhos cisplatinos.

Hoje vou assistir Xingu. Não sei não. Comecei a desconfiar...

PARIS, SAMPA, LAJEADO........... E AS ARVORES QUE ATRAPALHAM


Quando você  passar pela Notre Dame, na Praça René Viviani,  se ligue  em uma arvore grande,  amparada  por uma estrutura de cimento.
É simplesmente a árvore mais antiga de Paris. O que já não deve ter visto sobre suas sombras! Dizem que esta alfarrobeira  foi plantada em 1601.
Mede 15 m de altura e 3,50 m de circunferência. Florece em abril e maio.

Em 2010, um parapeito de proteção foi construído ao redor para melhor proteger.

Endereço: Place René-Viviani, Montebello, 2 Fouarre Street,  75005 Paris 
Métro Saint Michel

CURIOSIDADES SOBRE AS ARVORES DE PARIS

O primeiros plantios de árvores de rua em Paris, ao longo das trilhas para caminhada e corrida,  data de 1597. E as plantações urbanas continuaram durante os séculos XVIII e XIX. 

Olha o avanço: o primeiro censo de árvores nas ruas de Paris, foi realizado em 1855 mostrando que já existiam 38.000 árvores plantadas em avenidas e bulevares naquela época.

Quarenta anos depois, esse patrimônio aumentou mais do dobro. 
No fim do século XIX Paris tinha  88.000 árvores de rua. As principais espécies: plátanos, castanheiros, olmeiros.
 Hoje Paris tem 100,346 árvores de rua e mais de 160 espécies. O que nem é muito.


E nóis aqui em Lajeado? 
Derrubamos as arvores mais antigas da cidade para construir estacionamentos e edifícios. Inteligente e criativos empresários e construtores... Inspirados arquitetos... Eficiente Secretaria do Meio Ambiente autorizando cada vez mais os cortes. E todo mundo se achando, não é?

Enquanto isso na terra da garoa...
Em São Paulo, o povo híbrido se pergunta: “que tipo de lugar teremos para viver?” Eu também gostaria de saber. No fim o que restará mesmo? Claro, eles estão preocupados agora, depois do desmate bandeirante e todos os aqueles que sucederam historicamente.
Hoje o estado paulista tem leis de compensação ambiental das mais dura do Brasil.

 Mas primeiro precisaram terminar com tudo que promovia sombra, frutos, tudo que atraía a passarinhada, regularizava as sensações climáticas, “atraía” chuvas, removia gases poluentes da atmosfera...

O PROGRESSO DE LAJEADO...
Como caminha a punjante Lajeado, né Carminha?

 Eco-chata, eu?

SILVIO FARIAS

Silvio Farias, pintor lajeadense. Tem seu ateliê na Bento, na esquina em frente a Locadora Calypso, onde dá aulas de pintura e mantem galeria. Passo seguidamente por ali. Dou uma paradinha. Só para escutar suas histórias. Dias desses foi assaltado. Aliás, tentativa.  Botou o cara para correr. Agora as as voltas com uma Associação de Artistas do Vale.
Sei não... Essa classe é muito desunida...

COTAS, SIM!


 “Afinal, as cotas não são simplesmente para negros e indígenas, mas sim, em primeiro lugar, para estudantes vindos de escolas públicas, que tradicionalmente têm desvantagem em comparação com os alunos de colégios particulares.

Das vagas reservadas a quem cursou o Ensino Médio numa escola pública, metade é destinada a candidatos negros - ou seja, eles perdem o direito a concorrer pelas cotas caso tenham estudado em colégio particular.”

DO FEICIBUKI...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

VARAL EM SAN GEMIGNANO

Photo By Fernanda Tavares

 “O ser humano
é uma criatura literalmente extraordinária.
Descobriu o fogo, construiu cidades,
escreveu magníficos poemas,
deu interpretações do mundo,
inventou imagens mitológicas etc.
Porém ao mesmo tempo,
não cessou de guerrear seus semelhantes,
de se enganar,
de destruir seu meio ambiente...

O equilíbrio entre a alta virtude intelectual
e a baixa idiotice
dá um resultado mais ou menos neutro.”
Jean-Claude Carrière

TRILHA SONORA

WANDER WILDNER: AMOR ILUMINADO


“Eu Não Consigo ser Alegre o Tempo Inteiro” – é a música que linka com meus pensaventos. E o refrão é a cara do meu blog...

Wanderley Luis Wildner é um ano mais apessoado do que eu. Nascido aqui ao lado dessas colônias, em Venâncio Aires. É dos tempos da banda Replicantes -  anos 80. Os trintões sabem do que estou falando. Desde o ano passado ta morando em Lajeado. Pois é... Cada um sabe de si. Fui atrás do cara:

 Quem é mais romântico? O Wanderley ou o Wander?
 Provavelmente o Wanderley!

 Vc disse em uma entrevista que “o Brasil é uma merda e a música é o reflexo do País". E é?
Isso é óbvio cara Laura! A arte, a cultura, o esporte, a política de pais é reflexo de seu povo! Claro que quando disse isso era o meu pensamento no momento. (Duvido que seu pensamento tenha mudado...)

O quanto o mundo é ridículo – lembrando “As Coisas Mudam”?
O mundo é ridículo nos grandes centros urbanos, porque a maioria das pessoas está cega e correndo atrás de coisas que foram induzidas a elas.

Lajeado é só mais uma porta? Janela? Banco de aeroporto?
Lajeado é uma grande Estrela...

O que esperar do show dia 19?
Que seja uma noite bem bacana e divertida!

* Photo: Fernanda Chemale
Photo Sheila Krigger

Pois é: Wander Wildner (vocais, percussão e kazoo); Jimi Joe (vocais, violões, harmônicas); Maurício Fuzzo (violão e vocais); Arthur de Faria (acordeão); Carlos Magno (bateria); e Gustavo Miglu (baixo) vão estar no palco do Espaço Cultural Wilson Dewes, no sábado, dia 19, para apresentar Canções Iluminadas de Amor, um show, como indica o título, que traz um respeitável set list de canções de amor compostas por essa galera.

Imperdível: de quebra a noite ganha contornos locais com a harmonização das cervejas Coruja Viva e Weizenbock com petiscos coloniais. Ingressos a 60 e 40 paus. Agiliza!

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO...

Arquivo Rui Rudi da Rocha


Arquivo Laura Peixoto

GLOBO: JUSTIÇA NO ACRE


A Rede Globo de Televisão foi condenada pela justiça do Acre a indenizar, por danos materiais, a família do sindicalista Chico Mendes. 

Os herdeiros do seringueiro, assassinado em 1988 após ser perseguido por sua luta em favor da preservação da Amazônia, serão indenizados em 1% dos lucros que a emissora teve com a minissérie “Amazônia – de Galvez a Chico Mendes”, escrita por Gloria Perez. 55 capítulos exibidos de janeiro a abril de 2007. Cassio Gabus Mendes viveu Chico Mendes.

A Globo foi condenada por usar, sem autorização, a imagem do ativista ambiental na minissérie. Pelo mesmo motivo, a  Globo já havia sido punida a indenizar à família do sindicalista Wilson Pinheiro, também pelo uso indevido de imagem na mesma minissérie.

DO MEU BLOQUINHO...

Não assisti ao filme “Xingu”. Ainda. Mas está na minha listinha. Ao lado de “Pina”. Faz tempo que não vou a Porto Alegre. A gente se acomoda na mesmice. Dá trabalho buscar  cultura. Desacomoda. Faz pensar. Essas coisas. Fora o braço e a cervical fudida que to. E dê-lhe fisioterapia no Leonardo, quiropraxia no Mazuel, bolsa de água quente, antiinflamatório, raiva e lágrimas. Mas li na ZH que o diretor de “Xingu”, Fernando Meirelles, fez um desabafo sobre a indiferença dos gaúchos sobre a história dos irmãos Villas Boas nos anos 40.

“Não esperávamos este desinteresse pelos índios ou por questões de preservação do patrimônio natural do Brasil.” – escreveu o cineasta.

Não conhece os gaúchos mesmo.
O Rio Grande do Sul desmatou o que pode e continua detonando com a Mata Atlântica, com o pampa, com os cimos da serra, com todo verde que existe no estado para plantar soja e trigo, para construir usinas, prédios e fabricas. Quanto aos índios, também os gaúchos estão pouco se lixando. É só ver o quanto eles “atrasam” o progresso aqui no Vale do Taquari: impedem a duplicação da BR 386. Minha solidariedade a Meirelles.

A propósito: o cine detonado do shopping de Lajeado está passando o filme. Três sessões. Quem sabe você se interessa. Ou não.

POUCA VOGAL: 30 ANOS DCE UNIVATES



A Univates e o Diretório Central de Estudantes (DCE) trazem a Lajeado, no dia 24 de maio, às 20h45min, no ginásio de arena do Complexo Esportivo, show com a banda Pouca Vogal. 

Os estudantes da Univates poderão adquirir seus ingressos mediante a entrega de 1 Kg de alimento não perecível. A comunidade também poderá adquirir os ingressos, que serão limitados, ao valor de R$ 10,00. 

A retirada pode ser feita na Secretaria do DCE, sala 400 do Prédio 9. 
Informações pelo telefone 3714-7000, ramal 5404, ou pelo e-mail dce@univates.br 


Por que o nome Pouca Vogal?

"É um chiste com nossos sobrenomes, Leindecker e Gessinger. 
Se quisermos fazer um pouco de sociologia de boteco, podemos falar de como as vogais vão rareando à medida em que descemos pelo mapa do Brasil. 

O frio vai aumentando, a vegetação fica mais tímida, o verde vai ficando mais parecido com o azul, as pessoas mais introspectivas. 
Imigrantes com suas consoantes. 
Ao mesmo tempo em que exageram, algo de verdadeiro guardam essas generalizações. 

Pelo Aurélio, vogal é o fonema que se produz com o livre escapamento de ar pela boca. Consoante é o fonema que resulta do fechamento ou estreitamento de qualquer região acima da glote."

FERNANDINHA TORRES: LUCIDEZ


MADUREZA

Cinquenta anos depois, ser jovem se transformou em obrigação.
A revolta contra a opressão de uma sociedade dominada por anciãos cedeu lugar à angústia da juventude eterna.

Ter mais de 30 anos não causa mais desconfiança, mas pena. As mulheres lutam contra as rugas e os homens contra a barriga. 

Aplicam-se Botox, restilene, faz-se lifting, implantam-se silicone e cabelo.

Senhoras de 40 ostentam bocas de Pato Donald e as de 80 têm o mesmo ar esquisito das de 50.”


DO FEICIBUKI...



Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, seria interessante colocar também:

de gente obesa em pacotes de batata frita,
de animais torturados nos cosméticos,
de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas,
de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos.


terça-feira, 1 de maio de 2012

VARAL TURÍSTICO

Photo by Happy Travel

"Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?
O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'.
Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma DOR insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'"

Caio Fernando Abreu


ÚLTIMA APRESENTAÇÃO

Participação especial do pianista 
Vicente Breyer.

SHOW ENCONTRO

Ayres Potthoff e Michel Dorfman
12  de maio, às 20h
SESC DE LAJEADO
INGRESSO
1 kg de alimento não perecível
Realização
Fundação Ecarta, Secretaria Municipal de Cultura de Lajeado e SESC
Ayres Potthoff  -  Especializou-se com os flautistas Keith Underwood e Ransom Wilson, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Posteriormente, recebeu o título de "Mestre em Flauta" pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde estudou com Celso Woltzenlogel. É um dos fundadores da Associação Brasileira de Flautistas, organizador dos Festivais Internacionais de Flautistas do Rio de Janeiro e de Porto Alegre, e foi diretor executivo da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, grupo que fundou em 1985
Michel Dorfman  -  Iniciou seus estudos musicais com seu pai, o maestro Paulo Dorfman, e posteriormente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em Composição. A partir de 1989 passou a atuar como pianista na Orquestra Popular de Porto Alegre (Oppa). Foi indicado inúmeras vezes como instrumentista na categoria de pianista de música popular, obtendo por duas vezes a premiação no Troféu Açorianos (1996 e 1999).

CAIO RITER CONVIDA




"EU E O SILÊNCIO DE MEU PAI."


XADREZ EM ESTRELA


A Prefeitura de Estrela está disponibilizando desde a última semana para mais de 200 crianças do município, a oficina de Xadrez, que é realizada nos Projetos Sociais da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel).

O Xadrez ocorre no Projeto Navegar nas segundas e quintas-feiras, das 8h30min às 9h30min e à tarde das 14h15min às 15h15min, atendendo 160 crianças. A partir do mês de maio, o projeto também ocorrerá no Projeto Salvar Vidas\Bombeiros Mirins com crianças 60 crianças.

De acordo com o instrutor, João Mallmann, as crianças terão a oportunidade de aprender o básico do jogo como também aperfeiçoar a técnica para competir em torneios.

TEXTO e FOTOS: JOSUÉ GARCIA

ATÉ TU, ANONYMUS GOURMET?

 Procurava um assunto na rede e olha só, acabei caindo aqui..! Vale sempre registrar. Em Lajeado não existe nenhum que chegue perto do Mil-folhas Leipnitz! Lamento informar.



 “Mil Folhas, sempre escrito com iniciais maiúsculas, pois sua confecção tem a complexidade e o mistério de uma arte suprema, está em extinção. O Mil Folhas tem tudo a ver com o drama dos ursos polares, ameaçados de extinção pelo derretimento da calota polar: em relação ao Mil Folhas também vemos se derretendo as exigências inflexíveis dos apetites acurados.

A descoberta foi numa viagem amável a Lajeado, para cozinhar e conversar com um público carinhoso e atento.


Gilmar Leipnitz, conhecido em Lajeado como “Folhinha”, e seu filho Marcos.
Folhinha é uma legenda da doçaria lajeadense: primeiro foi seu pai, depois ele mesmo, completando uma tradição de 50 anos fazendo doces e folheados fabulosos em geral e Mil Folhas insuperáveis em particular. 

Ainda quentes, pois há pouco saídos do forno, tinham realmente mil folhas: as lâminas de massa folheada (elaborada é claro pelo próprio Gilmar) não excediam a espessura de uma folha de papel de seda. “O glacê da cobertura tinha a cor de mármore, a consistência de musgo umedecido e o sabor de um delírio proibido”.”

J.A. PINHEIRO MACHADO/ FOTOS DE CAROLINA LEIPNITZ


"CPI DA VEJA"


“Principais grupos de comunicação fecham pacto de não agressão e transmitem ao planalto a mensagem de que pretendem retaliar o governo se houver qualquer convocação de jornalistas ou de empresários do setor.

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”.

 João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. 

Há exatamente uma semana, o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. 

Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.
“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) (ex-ministro das Comunicações)  vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional.

Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira.
Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO...

 Arquivo Rui Rudi da Rocha
Pose em frente ao Cine Avenida, de Lajeado
Reparem no filme do cartaz:
 "Desafiando a Morte"

VERDE CRIATIVO

“Da noite para o dia, as árvores de um parque em Melbourne, na Austrália, apareceram pintadas de azul. A “epidemia” se alastrou rapidamente e já atingiu os troncos plantados em grandes cidades da Nova Zelândia, do Canadá e dos Estados Unidos.”

 “A ideia de colorir as árvores não foi de um fã obcecado pelo sucesso Avatar, do diretor James Cameron, mas do artista Konstantin Dimopoulos. O escultor egípcio escolheu o tom para alertar a população sobre o desmatamento de quase 129,5 mil km² de florestas que ocorre a cada ano no planeta.”
 “As árvores são invisíveis no nosso dia a dia e, antes que seja tarde demais, temos de perceber o quão importante elas são para nós, tanto esteticamente quanto ambientalmente. Quero lembrar as pessoas que todos nós podemos contribuir para mudar isso [o desmatamento] de uma forma positiva”, explica em seu site.”
 “Mas antes que os ecologistas atirem a primeira pedra, Dimopoulos avisa que usou um pigmento biologicamente seguro para tingir as árvores, sem colocá-las em risco. Para que o protesto sirva como obra de arte efêmera, a tinta sai com a água da chuva.”

 * Tsc, tsc, tsc... Enquanto isso em Lajeado, os criativos empreendedores, assessorados por uma criativa Secretaria do Meio Ambiente e da Agricultura, fazem uso de um criativo vandalismo verde: serram tudo.
Criativo mesmo, não é?

RAFAEL CORREA CONVIDA

@ "Dia 02 de maio, às 19h, a abertura da minha exposição SAPATIRAS na Pinacoteca.
As tirinhas, ou melhor, as tironas, já que são ampliações de 80cm x 50cm, ficarão expostas no bar duante o mês de maio. A Pinacoteca fica na Rua da República, 409 - Porto Alegre. Apareçam"

AMOR ATÉ QUANDO?


O amor dura três anos. Sim, o amor adulto.
(Porque o de mãe segue até o fim.)
Não sou eu que estou dizendo isso.
São os estudiosos da vida privada. Os tais cientistas sociais.

O cinema  ilumina com holofotes: 
“L'amour dure 3 ans " -  roteirizando um livro-não-sei-quem.
(Eu não vi, não sei baixar da internet, nem sei se vale a pena.)
Li em algum lugar, anotei na certeza que renderia uma boa crônica.

Então: quanto tempo dura o amor mesmo?
Copie a frase e acesse na rede: aproximadamente 2.910.000 resultados  em 0,31 segundos para buscar uma resposta que não vai dar em nada.
Ora, a minha curiosidade vai bem além dos microsegundos googlianos.

Quanto tempo dura o amor?
Eis a questão machadiana que sempre me intrigou...

Antes que o amor vire companheirismo? – perguntou uma conhecida, dona de  uma clínica de botox. (Amor para ela é enxerto. Desconfio, mas não ouso dizer.)

Antes que o amor vire parentesco? – avinagrou meu amigo mais sarcástico que mora no interior de Estrela.

Antes que vire tédio? 
E o tédio escancare a porta da traição? 
E a traição vire remorso e o remorso se dissolva em lágrimas e estas no travesseiro se transformem em que mesmo? 
- Fingimento – grita em uníssono o coral das desiludidas.

Dessa patuscada fraternal não se consegue uma reflexão que resulte em metamorfose literária. (Da proposta do amor a coisa descambou para a paixão e quase perco o fio da meada.)

“Você vai sofrer muito,
mas vai valer a pena,
porque o amor não é para a gente ser feliz,
é para se sentir vivo.”
- Domingos de Oliveira - 

Concordo também. 
E que seja infinito enquanto dure – não cantava Vinicius, bebendo seu uísque e compondo as mais belas canções enquanto se casava nove vezes no devir do louco amor?

Não precisa ser poeta para saber que o amor vive por soluços.
Dura através de pausas. Temperaturas. Silêncios.
E, principalmente, perdões.   

* Minha crônica nos jornais A Hora, de Lajeado e no Opinião, de Encantado.       

DO FEICIBUKI...