sábado, 27 de fevereiro de 2010

ATÉ TU, ENCANTADO?

Reparem na entrada principal de Encantado... Arvoredo, não é? Inveja, né? Arvores no meio da calçada. Agora pergunta se algum secretário babaca cogitou em arrancar elas de lá.
Mas nem tudo são flores, aliás, tão verde assim...
@ “Um grupo de pessoas em Encantado, algumas ligadas a área ambiental, encaminhou nesta semana ao prefeito municipal, um abaixo-assinado, solicitando informações sobre o corte de um Pau-brasil, junto a Escola Estadual Agostinho Costi.

Cópias do pedido de esclarecimentos também foram encaminhadas para a imprensa, para o Legislativo e para o Ministério público.
Na solicitação os moradores de Encantado pedem uma explicação para seu corte, haja visto que a árvore praticamente inexiste em nossa região e estaria incluída nas listas de espécies ameaçadas de extinção.
Conforme os autores do pedido, a escola que deveria ser exemplo na preservação do meio ambiente, acabou por permitir e compartilhar dessa infeliz iniciativa.”

Autoria preservada


TRISTE HUMOR...


CONSCIENTIZAÇÃO PRÓ - LAJEADO

UMA ARVORE SIMBOLO PARA ESTRELA

Regiane Heinrichs, bióloga e educadora ambiental; Jaqueline Spellmeier, bióloga; Camila Hasan, educadora ambiental e, Ângela Schossler, bióloga e secretária do Meio Ambiente de Estrela.


A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Saneamento Básico quer sensibilizar o povo de EStrela a preservar o verde na cidade quando reconhecem a importância das árvores nativas para a biodiversidade da cidade.

A cidade vai escolher a árvore símbolo e ainda incentivar o plantio da espécie escolhida em áreas públicas rurais e urbanas.


“Foram elencados exemplares arbóreos de espécies nativas, que ocorrem na nossa região fitoecológica e fitogeográfica, com o intuito de preservação do ecossistema do qual fazemos parte, o Bioma Mata Atlântica” - explica a equipe responsável pela iniciativa.
As espécies exóticas não sugeridas não pertencem ao bioma “Mata Atlântica”.
Poderão ser votadas 18 espécies nativas, que são as árvores de maior ocorrência no município.
* Do outro lado rio Taquari, escolhem a Sibipiruna. Pra arrancar, claro!

ENQUANTO ISSO, EM LAJEADO....

Dia 11 de março reabrem as atividades do Centro de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Lajeado, com a capacitação em Educação Ambiental, que será realizada no Jardim Botânico do município.

08h30m - apresentação do cronograma das atividades do CEA para 2010, que será realizada pela dirigente da Equipe de Educação Ambiental, Laura Barbieri de Oliveira.
9h30m - palestra com Marco Aurélio Locateli Verdade e Tatiani Roland Szeles, da Prefeitura de Alvorada, que falarão sobre “Palestra: “Educação Ambiental: Um Novo Olhar para a Arborização Urbana”.
13h30m - atividades práticas em Educação Ambiental relacionadas ao tema trabalhado na palestra da manhã.

As atividades e a palestra serão direcionadas aos professores de biologia, ciências, educação infantil, séries iniciais, acadêmicos de Ciências Biológicas e demais interessados.

As inscrições, e mais informações, devem ser feitas até o dia 08 de março, pelo telefone 3982-1222 ou
edambiental@lajeado-rs.com.br


Vagas limitadas.

URGENTE: Convidem o secretario de Agricultura de Lajeado!



Carta aberta ao futuro governador...

e a todos prefeitos desse rincão...



“O secretário de Cultura, como o de qualquer outra área, deve ser um gestor competente, mas não basta nomear um sujeito com PhD em administração se ele não souber a diferença entre o Iberê Camargo e um certo Zezé com o mesmo sobrenome.

O secretário de Cultura deve gostar de ler bons livros, de ir ao teatro, de frequentar museus – e não por “exigências do cargo” mas por uma necessidade visceral de alimentar o espírito com algo além dos balancetes ou da seção de Política do jornal.


Na Cultura, mais do que em qualquer outra área, deve valer a velha máxima do Barão de Itararé: de onde nada se espera, daí é que não sai nada.”



* Obrigada, Claudia Laitano!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

VARAL NA COLÔNIA ALEMÃ...

Palavras,
que estranha potência a vossa!
Cecília Meirelles

T I T Ã S




Eu não sou da sua rua
Não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.
Eu não sou da sua rua
Eu não falo a sua língua
Minha vida é diferente da sua
Estou aqui de passagem.

Esse mundo não é
Meu, esse mundo não é seu

LAJEADO REPERCUTE EM BERLIM

“Um rebuliço de surpresa divertida atravessou a sala do cinema berlinense Babylon Mitte quando a senhora na tela começa a conversar em alemão – ainda por cima com traços do dialeto falado no século 19 na extinta região da Pomerânia.

Afinal, os brasileiros não são todos morenos ou negros e o Brasil não é carnaval, futebol e criminalidade?

Os famosos e os duendes da morte se passa, de fato, numa hermética comunidade de imigrantes alemães no Sul do Brasil. Porém esse primeiro longa-metragem de Esmir Filho tem como mérito não apenas manter-se distante de qualquer folclorismo, quer germânico quer tupiniquim.

Com segurança cinematográfica, mas quase en passant, ele consegue – ao falar desse "ur-povoado" de imigrantes – construir uma parábola universal sobre migração, despertar e morte de perspectivas, o anseio por outra vida, estranhamento e exílio.

Para os jovens do local, a única interface possível com o mundo e o século 21 é a tela do computador. Mas há também uma ponte física que leva para fora desse ninho-gaiola. A questão é: atravessá-la ou saltar dela para dentro do rio? Nos últimos tempos, alguns têm optado pela segunda alternativa. E um desertor-sobrevivente acaba de retornar.

A Deutsche Welle entrevistou em Berlim o diretor paulista Esmir Filho (27) e o gaúcho Ismael Caneppele (30), autor do livro autobiográfico seminal e ator na produção da Dezenove Som e Imagens, apresentada com sucesso no festival internacional de cinema Berlinale.

DW: Como foi o caminho de Os famosos e os duendes da morte, do livro para o roteiro do filme e de volta para o livro?

EF: Eu encontrei o Ismael pelo primeiro livro dele, Música para quando as luzes se apagam, que falava sobre a adolescência.
(...)
Quando eu recebi esse livro, falei para o Ismael: "Estou a fim de fazer um filme sobre isso, você me ajuda? Você conhece as coisas da sua cidade [Lajeado, RS], eu vou escrever o roteiro e queria muito estar junto com você para entender mais, eu quero mergulhar nesse seu universo". Só que a nossa parceria foi tão intensa que eu disse: vamos escrever o roteiro juntos.



A região alemã inclui várias cidadezinhas do Vale do Taquari. E o que eu mais gostei foi do que tem muito no livro e no filme, que é esse gap das gerações; como os mais velhos sempre estiveram ali – tem gente, como os avós dele, que nem fala português –, e como os adolescentes estão super antenados com a internet, fazendo coisas, tentando ter uma voz.

É o caso do músico [Nelo Johann] e da menina [Tuane Eggers] do filme.
A cidade do filme é um "não-lugar" que nem nome tem, é a essência de um certo tipo de comunidade, como diz o Esmir, é o retrato do Vale do Taquari.


DW: Ismael, você sente que conseguiu sair desse lugar? Ou um dia poderia estar de volta à ponte?
IC: É louco, porque é como no filme, no livro. Eu tenho tatuada no braço a palavra Geheimnis, que em alemão é segredo, e ao mesmo tempo "gehen Heim", voltar para casa. Acho que a gente sempre vai estar voltando para casa – sempre.


Não existe sair, partir, estar no mundo: a casa é o lugar para onde sempre se vai voltar. Então a ponte é um lugar que eu vou visitar muitas vezes, e onde muitas vezes eu vou morrer,ainda."




Toda vez que volto [para Lajeado], sinto que preciso sair de lá, que a cidade está se transformando, as pessoas antigas estão morrendo, o alemão está indo embora do diálogo.

É um vazio absurdo, é uma cidade de concreto e asfalto, horrível. É um assassinato, o que estão fazendo.
(...)

Foi bom termos filmado lá, é um documento para que daqui a dez anos as pessoas vejam o que essa cidade foi, como ela foi bonita, como tinha pessoas interessantes.
E como se pode aniquilar, matar toda uma geração, por incompetência e por ganância.”

Na íntegra:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5269704,00.html

ESCOLINHA DE ATLETISMO DE ESTRELA

De 2ª a 5ª, manhã e de tarde, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Estrela, a partir de 8 de março, iniciando mais um projeto esportivo: a Escolinha de Atletismo, que pretende atender crianças a partir de 8 anos, e para adolescentes, no Parque Princesa do Vale.

“Não estamos apenas fazendo mais uma obra e, sim criando mais uma opção para nossas crianças, pois mesmo antes da inauguração da pista, já estaremos desenvolvendo os treinamentos de atletismo” - explica
Gardel, o secretário de Esportes e Lazer.


A formação da Equipe de Atletismo de Estrela em parceria com a Associação de Atletismo dos Vales pretende incentivar o esporte na cidade e no Vale do Taquari, formando parcerias com Escolas Particulares, Estaduais e Municipais e com as Coordenadorias Regionais de Educação e Universidades.
Débora Dresch, Daniel Sehn e Diego Konrad, coordenador esportivo da Smel


“Queremos além da participação em competições municipais, regionais e estaduais, à inclusão social de crianças e adolescentes ao esporte, aproveitando o horário do contra turno escolar para atividades sadias de desenvolvimento de habilidades no atletismo” - reforça o profe Diego.

SCHEFER PARA PREFEITO!

Na última sessão do CinEdil, o verea Antônio de Castro Schefer, ptb, apresentou um projeto de lei que pede a redução das passagens de ônibus em até 50% para:

* estudantes do ensino médio, fundamental e superior
* inscritos em cursos preparatórios para vestibular
* inscritos em cursos presenciais de educação de jovens e adultos
* professores de educação infantil, fundamental e médio.


Na semana, protocolou diversos pedidos importantes para o povo:

* retirada dos cabos de aço lindeiros as calçadas de passeio do Parque dos Dick.
* melhorias nos abrigos de ônibus da BR 386
* contratação de empresas que oferecem cursos de formação profissional (elétrica, hidráulica e mecânica) para pessoas de baixa renda
* melhorias nas ruas de bairros da periferia.
* relação de servidores com recolhimento de INSS

* comprovação dos valores mensais pagos ao município para exploração dos serviços de reciclagem e separação de resíduos sólidos urbanos.

Por fim, o verea também quer saber - e eu tenho a maior curiosidade também - da Secretaria de Cultura e Turismo o custo referente à participação da artista Sheila Carvalho no Carnaval de Rua 2010 de Lajeado e para que tipo de apresentação a mesma foi convidada.

Schefer não deixa dúvida que tem seus pensamentos voltados para o povo.

Não é por menos que é o mais votado de Lajeado. O problema é que se concorrer para Prefeito deve se cercar de uma gang coligadora.

CASINHA CORAJOSA

Em Encantado/RS ainda existem casinhas resistentes com quintais para as folias dos netos...


VEM PRA LAJEADO, BERFRAN...

Engenheiro civil, Berfran Rosado é o secretário Estadual de Meio Ambiente do RS e presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Atualmente está deputado.

Defende que cargos públicos da área técnica sejam ocupados por profissionais...

Não me dei o trabalho de resumir a reportagem da Revista do CREA.
Mas vale uma leitura...




Prédios que roubam o sol das casas... O que aconteceria se um incêndio se alastrasse num ap no último andar?.. Esperariam a escada magirus dos bombeiros de Porto Alegre?






TRISTE HUMOR...


CONSCIENTIZAÇÃO PRÓ - LAJEADO

4ª EXPoRoCA



Nos dias 5, 6 e 7 de março de 2010, no complexo do Centro Social Urbano acontece a 4ª ExpoRoca e a 7ª Fecarpa de Roca Sales.

A feira comercial, industrial, agropecuária e de serviços espera por mais de 100 expositores da cidade e região.
Um dos destaques desta edição será a praça de alimentação, que terá o peixe como prato principal. Lembrando que Roca tem a maior produção de peixes de água doce no Estado!

Durante a ExpoRoca as prima-donas da região vão fazer um passeio de trem até Guaporé para conhecer as belezas do Vale, enquanto os maridos debatem os quiprocós dos seus governos em auditórios. Boa sacada da organização da feira!

Paradinha obrigatória em Roca!

O festerê é uma promoção da Aci-Roca Sales, CDL, em parceria com a Prefeitura, apoio da Emater/RS-Ascar e Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a produção é da Lume Eventos.

A abertura oficial está marcada para sexta-feira, dia 5, às 19h.

Queria mi dipindurá naquele trem e filmar tudinho com a trilha sonora do maestro Villa Lobos e a magistral Trenzinho Caipira.

HORA DA SESTA...

Um cochilo nas sombras das árvores.
Aproveita meu filho, antes que um estrupício do governo termina com essas árvores também.

EMAIL OBSERVADOR...

@ “...quase fui atropelada. acostumada a olhar para um lado... e agora é para o outro.
adoro olhar os ônibus subindo aquele morro da João Abott pelo qual desciam voando. acho que pra muito Scherer vai faltar motor.


... eu nunca paguei igreja.
o meu pai - antes da nova igreja - acertava a cada punhado de anos e ganhava desconto.
até o Padre negocia o perdão.
então, eu parcelo a fé.

como não tenho filhos, tô pensando em doar em corpo para estudos - quando morrer.
a minha mãe paga um horror de cemitério para a minha vó. (imagina dar despesa até depois da morte e ainda dizem que o capitalismo não tá com nada...)
acho que ela paga mais de cemitério que eu de condomínio. juro.”

Autoria preservada



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

VARAL DA REFUGIADA AFEGÃ

photo by Emilio Morenatti
Exilado
é aquele que aceita que está fora
porque não pode voltar.
Eu mesmo levei muito tempo
para entender isso,
porque mexe com a idéia de liberdade.
Eu sempre dizia que estava em viagem.

Dany Laferrière
Escritor haitiano

SAI DA PRAÇA E VAI PARA A “EXPOVALE”

Teria a chuva espantado os organizadores e o público da última Feira do Livro de Lajeado realizada na Praça da Matriz?
Acredito que não. O público reclamou que a feira de livros de Lajeado convida apenas três ou quatro livrarias e a oferta não impressiona.

Se bem que de uma turma de estudantes de 45 alunos, apenas um tem o hábito da leitura – disse um professor essa semana. Pode? Nem jornal lêem... Então para que mais livreiros?


A 5ª Feira de Livros de Lajeado será realizada este ano no Parque do Imigrante e no Parque Histórico nos dias 11 a 15 de agosto trazendo bons nomes da nossa literatura: Cíntia Moscovich e o imortal Moacyr Scliar. Para os pequenos, Celso Sisto e Luís Dill, alem do grupo de Teatro de Bonecos “Moranduba”.

Existe imagem mais bacana que essa?


Betina Duraisky, do SESC, disse que ainda não tem definidos todas as atrações culturais e artísticas. Não tem importância: bastam escritores e livros.
O resto é perfumaria para ver se os pais se puxam para incentivar a leitura junto aos filhos e se os próprios pais se coçam para comprar livros. Nem que seja para enfeitar as prateleiras empoeiradas da casa.

Agora é interessante lembrar que, no passado recente, a Feira no Ginásio dos Dick não foi propriamente um êxito. Seria agora na lonjura do Parque do Imigrante? Parece que serve para escolas levarem os alunos pra passear em dia de chuva...

A Secretaria de Educação e Cultura estará presente com o Projeto Lajeado Leitor, distribuindo material de leitura, ministrando oficinas, encontro com autor, contação de histórias, exposição de livros e projetos de leitura das escolas.

O afeto da leitura: pais conscientes, filhos amorosos.



DA SÉRIE CASAS DA NOSSA COLÔNIA

Colônia Jardim - Progresso/RS
“Nem era insincero ao dizer:
- Faça de minha casa sua pousada.
Pousadas não são residências.”

Marianne Moore

CINECULTURA É SERIO!

Leio na pagina do Paulo Rogério no jornal A Hora de ontem que a pequena cidade de Sério deve receber um equipamento de cinema para sua cidade.

Foi uma das melhores notícias que li!

Entusiasmada, liguei para a prefeitura e falei com Vlademir Guterres de Carvalho, o secretário de Administração e Planejamento dessa cidadezinha que foi emancipada em 1993.

No site oficial da prefa, descubro que Sério tem 2.399 moradores – pelo censo do IBGE de 2007, sendo que 26% da população com idade acima de 30 anos.

Então: conforme Vlademir foi enviado e aprovado pelo Ministério da Cultura um projeto que destina verba para aquisição de um projetor, tela e outros acessórios para o governo montar um modesto cinema na cidade. Para isso precisaria apenas de uma sala com cadeiras.
Vlademir disse que já mandaram a documentação necessária e que estão construindo uma Escola Polo de 300 m2. E uma dessas salas contempla um mini auditório para receber o equipamento. Bacana, não é?

Fico na maior torcida.