quarta-feira, 30 de setembro de 2009

OS DUENDES RENDEM CAPA E BUCHINCHO...

Do Rio de Janeiro, Mazzarino avisa que comprou um JB e deu de cara com o filme dos lajeadeses Ismael Caneppele e Tuane Eggers na capa do Caderno B:
Longa confirma Esmir Filho como um dos maiores de sua geração
Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil


RIO DE JANEIRO - Uma das atrações mais esperadas da mostra competitiva da Première Brasil, Os famosos e os duendes da morte, exibido na noite de domingo, confirma a vocação como auteur do curta-metragista paulista Esmir Filho, responsável pelos premiados Saliva e Tapa na Pantera, que aqui estreia em longas, e revela o talento escritor gaúcho Ismael Caneppele, autor do livro que inspirou a produção, na literatura geracional.

O filme, que ganhou o aval da Warner Bros na distribuição, com lançamento previsto para março, descreve o cotidiano de sorumbáticos adolescentes de uma pequena comunidade alemã do Vale do Taquari, interior do Rio Grande do Sul, que fazem dos blogs e sites de relacionamento da internet sua janela para o mundo. O centro gravitacional da trama é a ponte de ferro que corta a cidade, cenário de inúmeros suicídios, tratados pela população como meros acidentes.


Os suicídios são realmente frequentes por lá?
A ponte de ferro fica do lado da casa da minha família. O complicado de falar sobre esse assunto é que lá o suicídio é tratado como queda. “Ah, fulano caiu da ponte hoje da manhã; sicrano caiu da ponte ontem à noite”. O estranho é que essas pessoas tiveram o cuidado de tirar os sapatos antes de cair no rio. O incidente comentado no filme, sobre a mãe morreu na ponte é real: ela deixou a lasanha na geladeira para o filho e avisou que ia encontrar com o pai do garoto, que já tinha morrido.


E por que isso acontece em Lajeado?
Acho que é um fenômeno comum em comunidades de raízes alemãs. Meu bisavô se suicidou. Foi muito bom o Esmir ter ido lá conhecer a cidade, porque teve a chance de descobrir como aquelas pessoas se relacionam com a morte. No cemitério a gente encontra túmulos de pessoas ainda vivas, que deixam tudo pronto, com data de nascimento e uma foto muito bonita. Meu avô sempre falava: “Eu muito cansado, acho que vou me pendurar”. Pendurar usado no sentido de se enforcar, mesmo. A comunidade alemã trata a morte dessa maneira, muito normal. Lá perto fica Veranópolis, a cidade com maior casos de suicídios no Brasil, e a terceira no mundo.

10 comentários:

Micro-Man disse...

Bah Laura, cansei...

Tu não achas melhor mudar o nome do teu Blog para "Blog do filme dos duendes", blog do "Meu amigo que fez um filme", ou o "Blog das mesmas coisas que já falei antes".

Tá certo fazer propaganda pros conhecidos, parentes, afetos, mas isto já tá parecendo encheção de linguiça. Tem assunto mais interessante que já rolou em teu blog, e nem por isto apresentaste tantas vezes repetidas o mesmo fato.

Te conheci mais rebelde!

geheimnis disse...

gosto!

Anônimo disse...

apesar da fotografia, etc e tal, o filme parece ser bem chatinho.

Micro-Man disse...

Mais chato que o filme só a autora do blog!

Róger D'Oliveira disse...

Eu estava no site do Festival do Rio e li a sinopse do filme. Eu achei a afirmação dele um tanto "absurda", mas acredito ser melhor um absurdo composto por palavras que um destaque nos noticiários nacionais tratando das enchentes envolvendo pessoas de carne e osso! O Canappele acima de tudo é um arigó lajeadense.

Anônimo disse...

bom, há que considerar que essa lajeado aí só existe na cabeça dele.
e é essa lajeado que ele vende. é dessa lajeado que eles queriam verba pra ajudar a fazer o filme? pra que?
alguém tem que visar pro jb o tamanho das mentiras.

Anônimo disse...

ese filme é tão alternativo, mas tão alternativo, que é capaz de ser uma baboseira comum.

Anônimo disse...

mais um filme da série, mamae olha o que eu sei fazer com a nossa câmera e com o dinheiro do governo.

Anônimo disse...

bah, mas o cara leva o nome de lajeado para o mundo todo e a colonada ainda fica contra ele???
não entendi.

Anônimo disse...

Se as pessoas certas se suicidassem, o mundo seria mais feliz!