segunda-feira, 14 de março de 2011

VEM PESCAR EM LAJEADO, GRIZOTTI!


Ontem o “Fantástico, da TV Globo, mostrou uma suposta fraude na relação entre prefeituras e empresas fabricantes de controladores eletrônicos de velocidade. 

Por dois meses, a reportagem gravou uma série de conversas com representantes de oito empresas: duas delas do Rio Grande do Sul, três de Curitiba (PR), três de São Paulo e uma de Florianópolis (SC). Sem saber que estavam sendo gravados, vendedores, gerentes e até um diretor ofereceram propinas que variaram entre 3,5% e 50% em troca de contratos com uma suposta prefeitura gaúcha.

— Se você me der abertura para eu ir lá e montar o teu projeto inteiro, você vai me falar: "eu quero 15%, eu quero 10%". Eu coloco isso no valor (do contrato) — declarou o vendedor da Dataprom, de Curitiba, Alexandre Matschinke, admitindo que o custo da propina será embutido no valor do serviço prestado.

Durante as investigações, a RBS TV descobriu indícios de editais direcionados em licitações vencidas pela empresa gaúcha Eliseu Kopp no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Trechos inteiros dos textos são iguais a documentos publicados pelas prefeituras de duas cidades gaúchas e uma catarinense.

*  Pensei tanto em Lajeado e na farra de pardais e semáforos nesta cidade. Pensei muito, mesmo.

** “Mediante oferta de propina, empresas corrompem responsáveis por licitações e impõem seu preço, embutindo o percentual que será destinado ao sócio oculto na prefeitura, na secretaria ou no ministério.


Desta vez estão no foco da investigação os pardais e lombadas eletrônicas, equipamentos necessários ao controle da velocidade nas ruas e estradas. Na disputa por esse mercado promissor digladiam-se meia dúzia de empresas, usando métodos que beiram os da máfia.
Rosane de Oliveira - ZH de hoje



Atualizando

Prefeitura não cogita suspender contratos com a Kopp

“O assessor jurídico da prefeitura de Lajeado, Marcelo Caumo, diz que a prefeitura de Lajeado não pretende rever os contratos com a empresa Kopp, que controla e fabricou as lombadas eletrônicas instaladas na da cidade.
- Não se cogita suspender nada. Os contratos que temos são antigos e não têm nenhuma irregularidade – garante Caumo.
Hoje pela manhã, em entrevista na rádio Independente, o vereador Antônio de Castro Shaeffer (PTB) disse que vai sugerir ao Ministério Público um estudo sobre as licitações das lombadas eletrônicas em Lajeado.
Lajeado tem hoje 50 lombadas eletrônicas em funcionamento.
Em média, a Kopp lucra R$ 350 em cada um deles.
A arrecadação total das lombadas gira em torno dos R$ 40 mil mensais.

8 comentários:

JORGE LOEFFLER .'. disse...

Laura assistindo o vídeo identifiquei a Prefeitura que é emendada com a Rede Bunda Suja.
Parceria antiga e que cheira mal. Se adinhares ganhas um presente.
Para responder usa o meu email pessoal. Vamos lá curiosa.

Alexandre Luiz disse...

Deveriam, os Edis,imediatamente solicitar cópias dos documentos que efetivaram os contratos com a PM de Lajeado para analise e apreciação. Geralmente onde a fumaça pode haver fogo.

Anônimo disse...

Grisotti em Lajeado faria matérias para um ano inteiro. Espero que a promotoria de Lajeado investigue as lombadas daqui, porque, na minha é muita lombada pra pouca rua. Tem ruas em Lajeado que em menos de 300 metros tem 2 lombadas.
Exemplo: Rua 17 de Dezembro!!!

Anônimo disse...

Temos que rezar para a Promotoria de Lajeado investigar o caso das lombadas aqui em Lajeado, porque certamente tem truta!!! Rua 17 de Dezembro tem 2 lombadas em menos de 300 metros,uma quase encima do viaduto!!!

Anônimo disse...

existe, e sempre vai existir neste país onde se consegue qualquer coisa pagando a famosa TAXA DE SUCESSO (leia-se 30%).
E aí milagres acontecem, por exemplo: uma central telefônica é instalada num orgão publico, oferecida por uma empresa envolvida na duplicação de uma rodovia.

Anônimo disse...

Gostaria muito de ver os estudos técnicos feitos para implantação das lombadas daqui da cidade!!

Anônimo disse...

...tem coisa muito pior atingindo diretamente nosso bolso. Porque o MP não dá uma olhada nos contratos entre as grandes redes de supermercados e seus fornecedores. O tal de "Retorno Financeiro". Será que é porque o acordo gera um falso imposto (leia-se maior recolhimento), já que o Retorno é dado através de um desconto é financeiro? E o pior é que este desconto não beneficia o consumidor no mark-up, vai direto pro caixa do supermercadista.

Anônimo disse...

pelo q sei o Mp já investigou alguma coisa relacionada a isso em lajeado. e aqui eles podem ficar com no máximo 49% do arrecadado.
informação faz bem. só reclamar não adianta.
já estou até vendo um oefendidinho sem argumento me detonar.