terça-feira, 6 de setembro de 2011

TUFÃO EM LAJEADO: 1967

 O repórter Rodrigo Martini fez uma reportagem bacana no jornal A Hora de hoje, quando colheu depoimentos lembrando o tufão que passou por Lajeado  em 1967: dos dez filhos da família Jung de Carneiros, sete foram parar no hospital e Marino, 22 anos, caiu dentro de um riacho, onde morreu. A família foi embora da cidade depois dessa tragédia.
Paulão Arenhart, advogado,  conta suas lembranças: A  "Mudinha", andarilha muito conhecida, também acabou atingida por destroços que voaram mais de 200 km... 
O Salão Paroquial, ao lado da igreja católica e em frente a minha casa, sumiu. Assim como o pavilhão da FENAL, hoje Parque do Imigrante. O tufão deixou mais de 2 mil flagelados e foi parar no noticiário nacional.
Tô pra dizer que logo depois veio uma enchente e aí o bicho pegou.
Minha mãe levou todos nós para a casa da minha vó em Vera Cruz e só voltamos quando as telhas da casa foram repostas, a lama nas ruas secou e quando os flagelados abandonaram as salas de aula do Fernandes Vieira.

5 comentários:

Ada disse...

Foi surpreendente e assustador o tufão que se abateu sobre Lajeado.Acordei com um forte vento e levantei para ver nossos filhos. O chalé balançava muito impedindo meus passos até o quarto das crianças.Em seguida um grande estrondo e o tufão seguiu deixando um rastro por onde passou. O forro do nossa casa ficou com um palmo de pedras de gelo que ao derreter molhou tudo dentro de casa .Yvon nos levou para Vera Cruz e voltou para deixar a casa em condições de uso. Aconteceram fatos quase milagrosos como da servente Flávia do Castelinho que morava em Carneiros e teve a casa destruida.O berço com o filho recém nascido foi encontrado alguns metros distante e a criança sã e salva. O fogão de ferro também foi parar longe de casa. O vento forte arrancou arvores pela raiz deixando grandes clareiras e trilhas por onde passou inclusive no clube Tiro e Caça.

Jaqueline Junges disse...

Olá, Laura!
Acho seu blog simplesmente incrível, tudo que pensamos e temos "receio" de dizer. Você expõem!!!

Tenho uma pequena correção sobre o assunto do temporal.
Meu pai tinha 09 anos na epóca, e irmão de Marino, falecido. Nosso sobrenome correto é Junges e a família não saiu da cidade após o ocorrido, somente mudou-se do bairro Carneiros para o bairro Hidráulica. Pois meu avô Alberto, sofreu ferimentos e foi internado, falecendo dias após. Sendo assim, minha avó Silvestina, esposa de Alberto e mãe de Marino, continuou residindo na cidade de Lajeado e tentando dar a família, uma vida normal, apesar do triste ocorrido.

Sucesso no seu blog, sempre!!!

Saudações, Jaqueline Junges

Laura Peixoto disse...

Oi Claudia!
Vou deixar essas correções aqui os teu comentários. Se eu corrigir, a postagem muda de lugar e vai parar no dia de hj.
Sobre o falecimento, qdo li no jornal, entendi q a família tinha se mudado. Desculpe.

Agradeço as correções e a visita ao blog!

Anônimo disse...

Olá, sou filha e neta de sobreviventes dessa catástrofe.
Meu pai tinha 1 ano e 11 meses no dia do ocorrido, ele e meus avós moravam
na rua DOM PEDRO II ao lado do manoel auto peças hoje.
relato :

" Eu Roberto Hauenstein relato que meus pais (falecidos) Ena Hauenstein e Mario Hauenstein contaram me que no dia 01. 09.1967 morávamos em um chale de madeira quando começou a ventania meu pai puxou um velho fogão a lenha pesado ate a porta dos fundos da nossa casa para que assim ela o vento nao a leva-se. Meu pai disse a minha me que ela me enrrolace em cobertores que teríamos que pular a janela porque a casa iria desabar, quando íamos pular o tufão passou. Minha mãe contava-me que todas as louças e talheres de nossa casa foram voando com o vento e pararam do outro lado da rua numa casa vizinha em que era propriedade de Jacob Weiand e toda a plantação de minha mae (horta) foi arrancada pelo vento fora da terra.
Minha mae após esse dia nunca mais perdeu seu medo de temporal, ela ficou traumatizada. E toda a vez que o tempo fechava para uma chuva ou temporal ela fechava todas as janela, acendia uma vela e rezava até que o temporal passasse.Isso foi até 2012 quando ela faleceu com 79 anos. Hoje eu e minha esposa e filhos vendemos nossa residencia que era na rua almirante barroso e hoje moramos no bairro centenário. Lembro-me que também me contava que na ervateira fornari que era perto de nossa casa havia uma mulher que havia morrido e também minha mãe contava que no outro dia havia pedras enormes de gelo pelas ruas. Realmente parecia um fim do mundo.

Eusebio Finkler disse...

Me lembro muito bem deste dia terrível, era interno no Colégio São José e fomos acordados com os fortes ventos e a chuva torrencial acompanhado de granizo.
O Colégio também sofreu grande avarias com o vento, tendo parte de seu telhado arrancado e sérios problemas na parte elétrica pois a água infiltrou pelas tubulações. As aulas foram suspensas por alguns dias. A tarde era possível ver do campo de futebol do colégio os cortejos fúnebres para sepultamento de moradores que perderam a vida na tragédia.