segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

REGRAS, PORQUE SIM!

A Secretária da Educação de Lajeado, Rejane Thomas deve implantar um novo projeto nas escolas municipais neste ano: REGRAS, POR QUE NÃO?

“Vem em boa hora, exatamente em razão da dificuldade que temos em acertar o passo com relação às questões de limites, disciplina, violência e outras coisinhas mais.”

Sensível ao fosso que parece separar muitos pais dos professores de seus filhos; sensível às relações delicadas entre professores e alunos e mesmo da Escola com a Sociedade, a Secretária busca com esse projeto ”definir os valores que queremos e precisamos efetiva e concretamente cultivar na escola. Será uma longa e difícil caminhada, porque , sabemos, não raras vezes os professores trabalham horas e horas um conhecimento, um hábito, valores... e, em menos de meia hora, a sociedade, com seus exemplos, desfaz todo o trabalho. A Educação para o Trânsito, a Educação Ambiental são temas férteis em exemplos desta natureza.”

Esse projeto vem na esteira do “Programa Pais Presentes” onde a Escola busca o comprometimento da Família junto à Escola.

O projeto vai buscar orientação nas diretrizes do pedagogo Celso dos Santos Vasconcellos e do especialista em psicologia moral Yves de La Taille, da USP, que fala sobre os limites que devem ser impostos em sala de aula.

Vamos tentar fazer a nossa lição de casa pensando na criança, no jovem, sim, mas pensando muito também no professor que começa a desanimar frente e este quadro que a sociedade nos apresenta.” – assegura Rejane.

Mais informações: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:KZPAskuMcK0J:www.lajeadors.com.br/internas.php%3Fconteudo%3DnoticiasDet.php%26id%3D6898+Secretaria+de+Educa%C3%A7%C3%A3o+de+Lajeado+Rejane+Ewald&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

4 comentários:

JORGE LOEFFLER .'. disse...

Muito oportuna essa matéria Laura, pois me faz recordar o assunto da educação. Igualmente escola pública e escola privada. Qual das duas a melhor? Lembro de um fato que ocorreu já faz muitos anos em cidade em que vivíamos. Não identifico a cidade para preservar identidades dos que citarei. Minha esposa lecionava numa escola pública e uma de suas colegas igualmente lecionava numa escola de confissão luterana. Naquela escola cujos alunos eram um bando de monstrinhos terminadas as aulas, pois na saída ninguém mais se entendia. Essa professora, no dizer dos doutos especialistas que deitam falação sobre educação, deveria ser péssima professora na escola pública, mas na privada deveria ser ótima. Pode alguém ser ruim num turno e excelente noutro? Pois na escola privada ela reprovou o filho de um conhecido médico, sujeito sem caráter e eu sei por que digo isto. Sua atitude contrariou a orientadora pedagógica que entendia deveria o “menino” ser aprovado por ser filho de fulano de tal. Ela foi demitida e o cretino investiu com seu carro contra ela na via pública.
Já aqui na praia fui convidado a dar palestras a estudantes da oitava série de um educandário de confissão católica. Surpreendeu-me a disciplina daqueles estudantes ao término das aulas. Aquilo mais parecia um convento, na visão que temos de convento no cinema, pois nunca estive num deles. E isto se mostrou gratificante a mim alguns anos depois, ou seja, no ano passado. Haveria na Casa de Cultura de Capão da Canoa um festival de bandas de Rock. O meu filho que é guitarrista participou com sua banda. Ao chegarão local encontrei obviamente uma mar de jovens. De repente um deles veio a mim e me cumprimentou. Não o reconheci. Um jovem negro e muito educado disse a mim e aos que o acompanhavam que eu havia dado palestra na escola dele sobre os anglicismos. Isto me fez perceber quão importante a função de transmitir conhecimento. Nós os esquecemos, mas eles jamais. Dormi aquela noite como uma pedra, penso que pelo fato de ter percebido que de alguma forma fui útil.

MANEZINHO disse...

no meio de tanto joio, sorte que tem a rejane!

Luís Galileu G. Tonelli disse...

Eu acredito em disciplina, fui criado assim, crio o meu menino, pretendo criar minha menina que está a caminho e trabalho assim em minha escola.

Tenho a felicidade de ser amigo de um dos professores do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) e pude levar meus alunos lá no ano passado em maio, numa quarta-feira para que os mesmos vissem a cerimônia comum as quartas. Ficaram muito impressionados ainda mais pelo ótimo trato que recebemos de meu amigo Tenente Bruscato e de um Major natural de nossa cidade.

Foi tão positiva a visita e a impressão que o comportamento de muitos transformou-se na hora, de outros vem caminhando. E acredito na máxima de que ninguém nasce disciplinado, tal virtude deve ser aprendida. Ás vezes a força, outras nem tanto. Mas eu quero ir mais além, só regras não bastam. Elas precisam ser cumpridas a risca por todos. Do aluno até a direção, passando pelos pais e funcionários da escola. Sem esse protecionismo que o amigo Jorge mencionou.

Laura Peixoto disse...

http://cibercolonia.blogspot.com/